Vamos conversar

Se está a ler estas palavras, quer conversar com alguém. Mesmo que nunca chegasse a ler estas palavras, continuaria a querer conversar com alguém. Essa necessidade está na origem da cultura, de todas as culturas. Faz-nos ser humanos.

Vamos conversar

Se está a ler estas palavras, quer conversar com alguém. Mesmo que nunca chegasse a ler estas palavras, continuaria a querer conversar com alguém. Essa necessidade está na origem da cultura, de todas as culturas. Faz-nos ser humanos.
Conversar é tão natural, tão frequente, que parece simples e fácil como respirar.
Só pede um falante e um ouvinte. E que o falante diga, e o ouvinte escute.
 
Mas nem sempre quem fala consegue expressar o que sente e pensa, o que pretende dizer.
Nem sempre quem ouve está atento ao que é dito ou entende o que ouviu. Quando isto acontece, e acontece-nos vezes demais, conversar passa a ser algo difícil.
Algo que se pode tornar doloroso. Seja porque gera ou aumenta problemas, seja porque não acontece quando nem como precisamos. Ou com quem.
Conversar é tão natural, tão frequente, que parece simples e fácil como respirar.
Só pede um falante e um ouvinte. E que o falante diga, e o ouvinte escute.
 
Mas nem sempre quem fala consegue expressar o que sente e pensa, o que pretende dizer.
Nem sempre quem ouve está atento ao que é dito ou entende o que ouviu. Quando isto acontece, e acontece-nos vezes demais, conversar passa a ser algo difícil.
Algo que se pode tornar doloroso. Seja porque gera ou aumenta problemas, seja porque não acontece quando nem como precisamos. Ou com quem.

É por causa disto tudo, mais o infinito, que nós os dois vamos conversar.

Benefícios da conversa

Ter boas conversas dá-nos bem-estar e saúde. Mas elas podem ser ainda mais valiosas. Toda a nossa vida, ou a parte que mais importa, é capaz de mudar para melhor graças ao poder de algo que conseguimos dizer, de algo que nos disseram.
 
Isso acontece porque ao falar estamos a criar ideias, e essas ideias abrem possibilidades de realização das nossas potencialidades. Eis algumas dimensões desta experiência:

Conversar é... como ir ao ginásio

No ginásio desenvolvemos os músculos, a capacidade cardíaca e a agilidade. Nas boas conversas desenvolvemos os músculos da inteligência, a capacidade emocional e a agilidade da imaginação. Podemos frequentar as conversas no horário que nos for mais conveniente, durante o tempo que nos for mais confortável. Elas deixam-nos mais fortes e bonitos.

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Conversar é... como ingerir superalimentos

Um superalimento é aquele que nos dá nutrientes especiais, tanto pela qualidade como pela quantidade. Nas boas conversas ingerimos elementos afectivos e intelectuais que funcionam como alimento psicológico. Quão mais diversas e naturais forem as nossas conversas, mais saúde relacional e existencial teremos.

Conversar é... como receber uma massagem

Numa massagem os tecidos do nosso corpo são estimulados por um outro corpo para se revigorarem e regenerarem. Nas boas conversas recebemos a energia que a atenção do escutador nos envia. Essa energia activa a nossa circulação neuronal, estimula a nossa curiosidade, aumenta a nossa confiança. Deixa-nos profundamente equilibrados, por vezes chegando a estados de comunhão com a nossa identidade primordial.

Conversar é... como ter um banho de floresta

Passear na floresta diminui o cortisol através da imersão na vegetação e reforça o sistema imunológico graças aos compostos químicos produzidos pelas árvores. Nas boas conversas a ansiedade reduz-se, ou até desaparece por completo, e a nossa força interior ganha mais poder. Tal resulta de nos sentirmos acolhidos e de estarmos disponíveis para escutar quem nos escuta. Dessa forma, recebemos de quem está connosco nessa ocasião pedaços da sua realidade que nos fazem crescer.

São ilimitados os benefícios de estarmos a falar
com quem nos consegue escutar.

Ao conseguirmos verbalizar quem somos inundamos de futuro o nosso presente, porque nos conseguimos compreender melhor. Por isso as boas conversas começam mas nunca mais acabam. Dão-nos vontade de voltar a conversar.

Quem escuta

Quem escuta cumpre a vocação para acolher o outro à sua frente.

Quem escuta não garante ter ideias válidas, sugestões úteis, palavras sábias para dar. Nem elas fazem necessariamente falta a quem fala. Por vezes, basta conseguir estar-se em silêncio para que a conversa seja fértil.

Explore estas possibilidades, veja se vão ao encontro de diferentes situações na sua vida:
Escuta onde se fala para se ser compreendido.
 
A empatia do escutador respeita e protege o que é comunicado por palavras, expressões, gestos ou a sua ausência. O objectivo é proporcionar a quem fala uma sensação de segurança e um sentimento de validação.
 
Exemplos de situações adequadas: vontade de contar algo a alguém mas não o conseguir fazer; sofrimento causado por um estado de solidão; dificuldade de comunicação com as pessoas mais íntimas; perda traumática e ansiedade generalizada.
Escuta onde se fala para clarificar, estender e aprofundar o que se está a dizer.
 
A capacidade de análise do escutador é aplicada tanto dedutiva como indutivamente ao discurso. O objectivo é proporcionar a quem fala um maior e melhor entendimento acerca de conceitos e juízos relativos aos assuntos abordados na conversa.
 
Exemplos de situações adequadas: questões de moral e ética; dúvidas sobre decisões importantes já tomadas ou a tomar; curiosidade intelectual acerca de alguma matéria; investigação a respeito dos processos mentais próprios.
Escuta onde se fala para originar ou desenvolver ideias.
 
A criatividade do escutador fica ao serviço de quem procura soluções alternativas para os seus projectos, pessoais e/ou profissionais. O objectivo é proporcionar a quem fala uma acrescida inventividade cognitiva, intelectual e intuitiva.
 
Exemplos de situações adequadas: desejo de começar um projecto empresarial; procura de novas estratégias comerciais; sonho de mudar de emprego ou área profissional; gosto em oferecer um presente original.
Escuta onde se fala para fazer ginástica pensante.
 
A racionalidade do escutador assume o papel de contraponto ou desafiador das posições apresentadas na conversa. O objectivo é proporcionar a quem fala um exercício de treino retórico e produção de argumentos.
 
Exemplos de situações adequadas: ir fazer prova oral numa disciplina académica; preparar uma reunião de negócios; ter um assunto de família polémico para resolver; sentir interesse em desenvolver capacidades argumentativas e dialógicas.
Escuta onde se fala espontaneamente, sem metas prévias.
 
A presença do escutador deixa-se guiar pelo improviso do acontecimento e contribui para ele. O objectivo é proporcionar a quem fala um meio de descoberta de si próprio.
 
Exemplos de situações adequadas: toda e qualquer situação pode ser o ponto de partida para uma conversa que nos lance na aventura do dizer.

Se quiser ter uma experiência onde o que diz, seja o que for, é recebido com atenção plena e escuta activa, faça a sua marcação e vamos conversar.

Sem custos, sem obrigações, sem dados pessoais.
Cada conversa tem a duração máxima de 50 minutos.
Depois da marcação será enviado um descritivo das condições do encontro.
E começaremos logo a conversar.